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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Abaixo-assinado pede ao Papa não relativizar a doutrina tradicional da Igreja a respeito da instituição familiar



Filial Suplica

Filial Súplica a Sua Santidade o Papa Francisco sobre o Futuro da Família

No dia 6 de janeiro, data em que os três Reis Magos se ajoelharam diante do Divino Infante, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira anunciou aos seus diletos leitores mais uma campanha em defesa da Família.
Trata-se de um abaixo-assinado ao Papa Francisco [fac-símile abaixo], tendo em vista o próximo Sínodo sobre a Família, em outubro de 2015. Nele se pede ao Pontífice uma palavra esclarecedora para superar a crescente confusão entre os fiéis, causada pelas informações veiculadas por ocasião do último Sínodo, sobre a possibilidade de que se tenha aberto no seio da Igreja uma brecha que permite a aceitação do adultério — mediante a admissão à Eucaristia de casais divorciados recasados civilmente —, e até mesmo uma virtual aceitação das próprias uniões homossexuais, práticas essas condenadas categoricamente como contrárias à Lei divina e natural”, conforme relata o texto da missiva abaixo transcrita.
Filial Suplica
A foto acima e as seguintes (à dir.) registram a atuação de jovens caravanistas do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira em Brasília, nos primeiros dias deste mês, no início da campanha de coleta de assinaturas para a “Filial Súplica”.
Esta campanha se dá no momento em que, especialmente nos EUA e na Europa, iniciativas progressistas se fazem sentir para influenciar os Padres sinodais a tomarem medidas liberalizantes, que significariam a destruição da doutrina moral revelada da Igreja Católica.


Quem está promovendo o abaixo-assinado?

A iniciativa é de um grupo de líderes católicos e associações pró-vida espalhados pelo mundo, a cujos esforços se une o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.



Como participar?

1) Faça o download e imprima o arquivo em PDF acessando o site www.ipco.org.br ;

Filial Suplica
2) Assine, peça a seus familiares e amigos que façam o mesmo;
3) Envie por correio as assinaturas para o endereço que consta no documento.
Sua assinatura será preciosa, pois o lobby anticristão já está trabalhando para fazer arrastar o próximo Sínodo pelos ventos malsãos de estilos de vida hedonistas, que não só não resolvem o problema moral do mundo moderno, como o agrava de forma acentuada.
Que a Sagrada Família ajude a todos nós nesta iniciativa em prol dos ensinamentos imutáveis de Nosso Senhor Jesus Cristo.
 
Filial Suplica
Muitas teses defendidas no Sínodo da Família — contrárias ao ensinamento tradicional da Igreja — encontraram firme resistência de vários purpurados, entre os quais o Cardeal Raymond Burke [foto], e também de historiadores, teólogos, canonistas e moralistas.
Beatíssimo Padre,
Tendo em vista o Sínodo sobre a Família de outubro de 2015, dirigimo-nos filialmente a Vossa Santidade, para Lhe manifestar as nossas apreensões e esperanças sobre o futuro da família.
Nossas apreensões se devem ao fato de virmos assistindo há décadas a uma revolução sexual promovida por uma aliança de poderosas organizações, forças políticas e meios de comunicação, a qual atenta passo a passo contra a própria existência da família como célula básica da sociedade. Desde a chamada Revolução de 68, sofremos uma imposição gradual e sistemática de costumes morais contrários à Lei natural e divina, tão implacável que torna hoje possível, por exemplo, ensinar em muitos lugares a aberrante “teoria do gênero” a partir da mais tenra infância.
Em face dessa obscura orquestração ideológica, o ensinamento católico sobre o Sexto Mandamento da Lei de Deus é como uma tocha acesa que atrai inúmeras pessoas — opressas pela publicidade hedonista — para o modelo de família casto e fecundo pregado pelo Evangelho e conforme à ordem natural.
Santidade, na sequência das informações veiculadas por ocasião do último Sínodo, constatamos com dor que para milhões de fiéis a luz dessa tocha pareceu vacilar sob os ventos malsãos de estilos de vida propagados por lobbies anticristãos. Com efeito, observamos uma desorientação generalizada, causada pela possibilidade de que se tenha aberto no seio da Igreja uma brecha que permite a aceitação do adultério — mediante a admissão à Eucaristia de casais divorciados recasados civilmente —, e até mesmo uma virtual aceitação das próprias uniões homossexuais, práticas essas condenadas categoricamente como contrárias à Lei divina e natural.
Dessa desorientação brota paradoxalmente a nossa esperança.
Sim, porque nesta situação uma palavra esclarecedora de Vossa Santidade será a única via capaz de superar a crescente confusão entre os fiéis. Ela impediria a relativização do próprio ensinamento de Jesus Cristo, e dissiparia as trevas que se projetam sobre o futuro dos nossos filhos, caso essa tocha deixe de lhes iluminar o caminho.
Esta palavra, Santo Padre, nós Vo-la imploramos com o coração devotado por tudo o que sois e representais, certos de que ela não poderá jamais dissociar a prática pastoral do ensino legado por Jesus Cristo e por seus vigários, o que só aumentaria a confusão. Jesus nos ensinou com toda clareza, com efeito, a coerência que deve existir entre a verdade e a vida (cfr. Jo 14, 6-7), assim como nos advertiu de que o único modo de não sucumbir é colocar em prática a sua doutrina (cfr. Mt 7, 24-27).
            Ao mesmo tempo em que pedimos a Sua bênção apostólica, asseguramos-Lhe as nossas orações à Sagrada Família — Jesus, Maria e José —, para que ela ilumine Vossa Santidade nesta circunstância tão transcendental.

Fonte: http://www.abim.inf.br/abaixo-assinado-pede-ao-papa-nao-relativizar-a-doutrina-tradicional-da-igreja-a-respeito-da-instituicao-familiar/#.VMfuz09TvIU